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Opinião: Excelência na formação de doutores profissionais no Pará

Publicado: Quinta, 07 de Fevereiro de 2019, 14h18 | Última atualização em Quinta, 07 de Fevereiro de 2019, 14h26 | Acessos: 155
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Por Rodolpho Zahluth Bastos e Mário Vasconcellos Sobrinho (PPGEDAM/NUMA/UFPA) Foto Alexandre de Moraes

O doutorado profissional é uma nova modalidade de doutorado instituída pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2017, com o objetivo de formar pesquisadores em alto nível para atender as demandas científicas e tecnológicas que emanam do mundo do trabalho, da sociedade e do mercado.

Diferentemente dos doutorados acadêmicos clássicos, que possuem como objetivo precípuo o avanço da ciência, os doutorados profissionais se preocupam em responder problemas de caráter prático e aplicável, seja da iniciativa privada, seja do campo público, sem, entretanto, desconectar-se dos referenciais teóricos necessários para a formulação da tese. De forma análoga aos doutorados acadêmicos, a aprovação de novos cursos de doutorado profissional se faz mediante atribuição de notas pela Capes, constituindo-se 5,0 a nota máxima dos doutorados profissionais nesta primeira avaliação.

Em 2018, do total de propostas de cursos de doutorado profissional submetidas à avaliação da Capes em todo o Brasil, apenas 23 foram aprovadas (22 institucionais e uma em rede), contemplando-se áreas diversas do conhecimento: Administração Pública e Ciências Contábeis, Biodiversidade, Biotecnologia, Ciência Política e Relações Internacionais, Educação, Educação Física, Enfermagem, Ensino, Farmácia, Interdisciplinar, Materiais, Medicina Veterinária, Odontologia e Saúde Coletiva. Esses 23 novos cursos de doutorado profissional que passam a integrar o sistema de pós-graduação no Brasil estão assim distribuídos: 16 no Sul e no Sudeste, 4 no Nordeste e 3 no Norte, resultado significativo se considerarmos que apenas 5% dos doutores do Brasil estão situados no Norte do País e os novos doutorados aprovados deverão contribuir para a diminuição dessa assimetria

Na Região Norte, o Pará ganha destaque na proposição para formação de doutores profissionais, uma vez que, das 3 propostas de curso de doutorados profissionais aprovadas pela Capes para essa região, ele é detentor de duas: uma da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e uma da Universidade Federal do Pará (UFPA), por via do Núcleo de Meio Ambiente (Numa). A proposta do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia (PPGEDAM), vinculado ao Numa, obteve, em sua avaliação, a nota máxima.

Cabe ressaltar que o curso de doutorado profissional do PPGEDAM foi o único da área interdisciplinar aprovado com nota 5,0 em todo o país, o que reflete a excelência do trabalho desenvolvido pelas Instituições de Ensino e Pesquisa na Amazônia. De fato, a ótima avaliação advém do mestrado profissional que está em curso desde 2007 e já titulou mais de 180 mestres profissionais. A aprovação do doutorado profissional com a nota 5,0 nada mais é do que o reconhecimento do trabalho pioneiro que vem sendo desenvolvido pelos pesquisadores da UFPA, em conjunto com parceiros da Embrapa, do Museu Emílio Goeldi e da UFRA, assim como do intercâmbio com uma série de instituições do Brasil e do exterior. Apesar de ter apenas 11 anos de existência, o PPGEDAM é o mais antigo programa profissional da UFPA.

A perspectiva plural e interdisciplinar é a tônica do PPGEDAM, que possui como centralidade a gestão do meio ambiente para o desenvolvimento local sustentável. A sociedade, a natureza e a economia são centrais na formação, considerando, todavia, os diversos recortes territoriais, a cultura e os arranjos político-institucionais. O objetivo básico do programa é desenvolver pesquisas com maior inserção social, visando à aplicabilidade do conhecimento e à capacitação profissional qualificada. Trata-se, em suma, de aproximar os trabalhos de pesquisa conduzidos pela universidade das demandas da sociedade (seja espontâneas, seja voluntárias), e também de compor arranjos produtivos, com vistas ao desenvolvimento local, regional e/ou nacional.

 Ed.147 - Fevereiro e Março de 2019

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